Um tempo depois de fugirmos dos homens vis que nos perseguiam, conduzi Virgínia controlando o vento de forma branda de forma que flutuassêmos pela corrente de ar descendo ao chão. Havia um lugar seguro, onde estavam nos esperando, outros assim como nós, somente outros peculiares poderiam encotrá-lo. Eu disse à Virgínia:
_Ao atravessarmos essas árvores, encontraremos uma casa onde vivem outros como nós, estaremos seguros lá!
_Windas, olhe! – disse Virgínia olhando por cima das folhagens altas – Fogo!
Eu estava distraído, não havia percebido. Apressamos os passos. E, ao passarmos por entre as árvores que escondiam o caminho até a casa secreta, vi a casa completamente em chamas. Meu coração disparou em desespero, meu semblante pareceu mergulhar em uma tristeza profunda, mas eu me aproximei e de cabeça baixa, vibrei os dedos para comandar a água que apagasse o incêndio. Virgínia aproximou-se de mim e deu-me seu braço em consolo.
_Sinto muito. – disse ela.
Assim que o fogo apagou, sequei as lágrimas e entramos nas ruínas para verificar o local. Estava tudo arruinado, a sala onde estudávamos, onde eu costumava brincar com o vento com as crianças, os quartos, tudo, acabado. E onde estariam todos? O que acontecera ali? Eu não sabia o que pensar, era um sentimento de tristeza e desespero.
_Ei, Windas! Venha aqui! – chamou Virgínia que atravessara ao outro lado da outra saída da casa. Eu ouvi esperança em seu chamado e fui correndo até onde ela estava.
_Veja isso, Windas! – disse Virgínia com uma pequena lousa na mão. Era um recado de uma das crianças!
Estavam seguros, fugiram porque foram descobertos, mas estavam seguros indo a outro lugar seguro. Dizia que eu precisava ir encontrar uma pessoa peculiar que estava em perigo é uma das crianças iria me encontrar lá. Era para eu me apressar e encontrar Isabel. Virgínia me abraçou sorrindo, rimos os dois, felizes, esperançosos!

Nenhum comentário:
Postar um comentário